Inicio esta discussão com base no texto 'A RELEVÂNCIA DA CULTURA NO CUIDADO ÀS FAMÍLIAS'. Neste texto, as autoras enfatizam a necessidade que se impõe aos profissionais de saúde em ter conhecimento da cultura do outro, e neste caso, da família, tendo em vista a estratégia Programa de Saúde da Família, que deve entender o indivíduo em sua singularidade, mas deve também considerar sua rede de relações, contextualizá-lo. A família é entendida como uma instituição social – leia-se uma
construção – em resposta às necessidades sociais, servindo de intermediária entre indivíduo e sociedade: “A tradição cultural é transmitida pela família através de seus ritos e mitos, com seus
significados e significantes, construindo sua história particular, marcando os vínculos afetivos e sociais, estruturando o universo psicológico de seus membros.”
construção – em resposta às necessidades sociais, servindo de intermediária entre indivíduo e sociedade: “A tradição cultural é transmitida pela família através de seus ritos e mitos, com seus
significados e significantes, construindo sua história particular, marcando os vínculos afetivos e sociais, estruturando o universo psicológico de seus membros.”
As autoras abordam a Teoria do Cuidado Cultural, de Madeleine Leininger (1991), que alguns anos depois passou a ser denominada Teoria da Diversidade e Universalidade do cuidado cultural, a qual entende que, embora o cuidado e a saúde estejam presentes nas diversas culturas, o primeiro se apresenta de forma diversificada de acordo com valores, crenças, significados e mitos de cada comunidade. Assim, é importante que os profissionais de saúde considerem que as famílias têm seus próprios significados e suas práticas de cuidar que são originados sem seu contexto sócio-cultural, ou seja, a família forma um modelo explicativo de saúde-doença. Em síntese, o artigo mostra a importância
em considerar que a família é responsável por transmitir a cultura, incluindo aí os cuidados com a saúde e o próprio entendimento e práticas acerca do complexo saúde-doença-cuidado, e que portanto, o
profissional de saúde não deve se reconhecer como o único elemento capaz de construir o processo de cuidado.
em considerar que a família é responsável por transmitir a cultura, incluindo aí os cuidados com a saúde e o próprio entendimento e práticas acerca do complexo saúde-doença-cuidado, e que portanto, o
profissional de saúde não deve se reconhecer como o único elemento capaz de construir o processo de cuidado.
Magali Pinto
Med. Veterinária
(RATTI, A.; PEREIRA, M.T.F.; CENTA, M.L. A relevância da cultura no cuidado às famílias. Fam. Saúde Desenv., v.7, n.1, p.60-68, 2005.)
Os Determinantes Sociais de Saúde é aquele que articula cultura, saberes e práticas com as ações e políticas públicas de saúde, e as iniquidades de saúde, preconiza o pensamento neoliberal, que fragilizou os países mais pobres, onde os modelos não se sustentavam mais, envelheceu o conceito de segurança e novas estruturas aparecem, grandes nomes de empresas farmacêuticas da Europa e Estados Unidos detêm as tecnologias e modelos que distanciam os profissionais de saúde da realidade.
ResponderExcluirA fim de fortalecer as políticas públicas e reduzir as desigualdades de saúde, através da redistribuição dos serviços essenciais a Atenção Básica de Saúde respeitando os princípios do sistema SUS, equidade, universalidade e integralidade, apesar dos esforços os programas governamentais de melhoria de renda e melhor qualidade de vida. A privação social (pobreza) está relacionada diretamente com a vulnerabilidade individual e coletiva da saúde, as condições inadequadas dessa população apresentam essas iniquidades, como resposta aos seus determinantes sociais, estes mesmos determinantes sociais influenciam de maneira muito pontual na saúde do indivíduo.
Mônica Sacramento
BI em Saúde